A vida em um condomínio está sujeita a vários impasses, uma vez que, viver constantemente ao lado dos vizinhos e usar as áreas comuns é um grande desafio.
Nem sempre as regras são seguidas por todos os condôminos. É por isso que os condomínios estabeleceram, ao longo do tempo, representantes chamados de síndicos, para gerenciar e melhorar a vida coletiva nos prédios.
O que é um síndico?
Síndico é a pessoa que assume a gestão e representação de um condomínio.
Trata-se apenas da gestão das partes comuns de um edifício, como; jardim, corredor, elevador, telhado etc. Um síndico orienta a comunidade de um condomínio na direção certa, por assim dizer.
Entretanto, ele pode ser um síndico profissional ou um síndico não profissional.
De acordo com o Censo SíndicoNet 2021, em 8 anos, o número de condomínios com síndico profissional triplicou no Brasil. De 2013 para 2021, o índice saltou de 6% para 18%.
Síndico Profissional x Síndico morador
Cabe ressaltar que: existem dois tipos de síndicos, como podemos notar a seguir:
- Um síndico não profissional pode ser um dos moradores, por exemplo. Ele é um voluntário não remunerado, mas todas as despesas que ele assume para administrar o condomínio são reembolsadas a ele pelo orçamento do condomínio,
- Síndico profissional é o indivíduo que atua em nome de uma empresa remunerada pelo seu trabalho.
Quais as diferenças entre um síndico profissional e o não profissional?
Entre as divergências entre o síndico profissional e o não profissional, é possível notar o grau de instrução técnica superior do primeiro em relação ao segundo.
Além disto, o síndico profissional move-se a partir de decisões racionais, imparciais e sem qualquer vínculo afetivo com os moradores do edifício.
Ao contrário do síndico morador, uma vez que o mesmo, além das atribuições profissionais, também atua no condomínio como um indivíduo totalmente envolvido com as relações interpessoais dentro deste espaço.
Quais as funções de um síndico profissional?
Entre as diversas obrigações que um síndico profissional possui em sua rotina de trabalho, a abmr listou algumas das principais no dia a dia do condomínio. Confira agora mesmo!
1) Gerir o condomínio e zelar pela sua manutenção,
2) Assegurar a execução das deliberações votadas em assembleia geral,
3) Elaborar o orçamento provisório, fazer a escrituração das contas do síndico e das contas individuais de encargos e despesas,
4) Cobrar encargos e despesas dos condôminos,
5) Guardar e arquivar todos os documentos relativos ao condomínio.
5 práticas que todo síndico profissional deve saber
Agora que você já sabe quais são as atribuições obrigatórias de um síndico profissional, é hora de compreender como funciona uma boa gestão condominial.
Veja 5 boas práticas que todo síndico profissional deve seguir:
1. Conhecer a legislação
O primeiro passo para uma boa gestão condominial deve ser o conhecimento da legislação.
2. Realizar a verificação anual do prédio
Para que um condomínio funcione perfeitamente, sua estrutura e equipamentos devem estar sempre em manutenção.
Além disso, a documentação e os processos devem estar dentro do prazo de validade para evitar prejuízos.
3. Invista na comunicação interna
A falta de comunicação efetiva nos condomínios é uma das principais responsáveis por problemas de todas as ordens.
Por isso, uma dica importante é investir em estratégias de comunicação interna que tornem o relacionamento entre os moradores o mais harmonioso possível.
4. Esteja atento às finanças
Os condomínios funcionam de forma semelhante às empresas.
E, como elas, devem manter as finanças em dia para funcionar plenamente.
É papel do síndico, portanto, cuidar da parte financeira dos projetos.
5. Cuidado ao contratar funcionários
A gestão de pessoas também é parte essencial de um condomínio.
Para mantê-lo funcionando, são necessários diversos profissionais, que podem ser contratados ou terceirizados.
Independentemente do modelo de contratação, é fundamental ter muito cuidado na hora de escolher a equipe.
Em conclusão, podemos observar que há um grande crescimento no mercado profissional dos síndicos, o que gera ainda mais segurança, gestão eficiente e bem estar para os condomínios em geral.
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